Doenças Infecciosas dos Equinos e Asininos

Em tempos recentes a A.I.E. (anemia infecciosa eqüina), tem sido apelidada de AIDS eqüina. De fato ela tem alguma semelhança com essa doença, é transmitida por um virus presente no sangue e nas secreções corporais, é doença incurável e geralmente fatal, não existindo, vacina ou tratamento para seu combate. No entanto, entre elas existem diferenças bem marcadas.

Para começar, o virus da AIE é muito menos conhecido do que o da AIDS, ainda não tendo sido identificado o grupo ao qual pertence. A AIE é transmitida pela picada de insetos; o que felizmente, não é o caso da AIDS. Distinguimos quatro formas básicas da AIE: a aguda, a sub-aguda, a crônica e a latente.

Da forma aguda, os animais recém contagiados podem evoluir para a forma super-aguda, levando a morte em dois ou três dias, ou em animais mais resistentes, constituir-se de vários períodos de pico intercalada por melhora aparente. A forma sub-aguda consiste nos animais que sobrevivem à forma aguda e que passam a apresentar crises periódicas da doença, com dias ou semanas de intervalo, e, conseqüentemente acaba comprometendo o sistema cardiovascular e respiratório.

Na maioria dos casos, a morte sobrevem depois de semanas ou meses. A morte crônica nem sempre é de diagnóstico evidente. O animal que a apresenta tem os mesmos sintomas de outras doenças; emagrecimento discreto, fraqueza, pouca resistência para o trabalho. Podendo sobreviver por muitos anos. E a forma latente caracteriza os “portadores assintomáticos”, tendo ou não passado pelos estágios anteriores da doença, mas com poder de contaminação e propagação da doença.

Levando-se em conta esses fatores, fica mais fácil entender a observância das regras do Ministério da Agricultura (sacrificar animais com exame positivo), por mais penoso que possa ser em casos individuais, é preciso que se pense na saúde de um rebanho como um todo.

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