FAQ

Preguntas frequentes sobre a Anemia Infecciosa Equina (AIE)

O que é Anemia Infecciosa Equina (AIE)?

É uma doença causada por um vírus que atinge todos os membros da família dos equídeos (cavalos, zebras, jumentos e burros).

A única proteção são as medidas de prevenção, diagnóstico laboratorial e manejo correto.

Existe legislação por programas oficiais de controle de sanidade equina em todos os países já que é uma doença de declaração obrigatória. O ensaio sorológico de referencia é a imunodifusão em gel de Agar (IDGA) considerado pela OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) como o Golden teste para Anemia Infecciosa Equina.

Etiologia AIE

A Anemia Infecciosa Equina (AIE) é uma infecção viral persistente causada por um vírus de genoma RNA, altamente mutagênico e que se integra no genoma do hospedeiro.

O vírus da AIE pertence ao gênero Lentivirus dentro da família Retroviridae, subfamília Orthoretrovirinae e está genética e antigenicamente relacionado com outros lentivirus do gênero como o da artrite-encefalite caprina (CAEV), imunodeficiência bovina (BIV), imunodeficiência felina (FIV), imunodeficiência humana 1, imunodeficiência humana 2 e o vírus de visna/maedi.

Como eu faço para saber se meu cavalo está infectado?

Sintomatologia  AIE

  1. O cavalo pode estar recém-infectado com signos agudos da doença podendo morrer em 2 ou 3 semanas, sendo que somente se nota pelo aumento de temperatura que pode passar despercebido  pelo cuidador mas em geral o cavalo se recupera e continua livremente dentro da tropa. Somente no exame de IDGA de rotina pode ser detectada a AIE.
  2. Se o cavalo passa à fase crônica , ele vai apresentar signos recorrentes de febre, petequeias nas mucosas, anemia, edema nas partes inferiores, perda de peso, anorexia.
  3. Mas, portadores inaparentes , sem sintomatologia clínica são a maioria dos casos. Mas como os equinos continuam em serviço esta forma de apresentação pode se transformar novamente em crônica ou aguda e quando submetidos a trabalhos excessivos podem fazer uma crise aguda e morrer.

Como se faz o diagnóstico

Diagnóstico sorológico:

Devido à persistência do AIE nos equídeos infectados, a detecção de anticorpos anti AIE confirma a infecção e utilizamos a proteina p26 do core viral para realizar o diagnóstico.

Para esclarecer e como exemplo, temos no vírion:

GP90 proteína externa do envelope do vírus, entre 60% e 70% das mutações no env gene se localizam nas sequencias que codificam a gp90, considerando-se a quantidade de mutações três vezes maior do que as mudanças na gp45; gp45 que a diferença da gp90, a sequencia do envelope da gp45 está altamente conservada em todos os isolamentos do vírus da AIE.

Por outra parte, as proteínas estruturais que compreendem os componentes proteicos predominantes dos lentivirus, até 90% da estrutura proteica sendo codificadas pelo gag gene,sendo a proteína p26  a maior proteína do core viral. Ela é altamente conservada em todos os isolamentos do vírus da Anemia Infecciosa Equina no mundo. Por esta razão todos os ensaios diagnósticos se baseiam na detecção de anticorpos para a proteína  p26.

p26 é a proteína mais antigenicamente estável entre as amostras de AIE isoladas que as glicoproteínas gp45 e gp90 ( OIE Terrestrial Manual 2013 Chapter 2.5.6-2.1.1), e é a que se utiliza nos reagentes de diagnóstico comercias. 

Embora os testes de ELISA possam detectar anticorpos um pouco mais cedo e em menores concentrações que a IDGA, os ELISA + sempre devem ser confirmados pela IDGA devido a que resultados falsos positivos podem ocorrer com as leituras do teste ELISA  e não ocorrem na imunodifusão devido à especificidade  da leitura da reação de identidade ( OIE Terrestrial Manual 2013 Chapter 2.5.6 pág. 2).

Como se faz a leitura da reação de imunodifusão (IDGA)

Em 24-48 horas as reações de precipitação se examinam

As linhas de referencia devem estar claramente visíveis com 24 horas

As reações de soros fracos positivos podem demorar 48 horas para formar e aparecem como uma inflexão (OIE Terrestrial Manual 2013 Chapter 2.5.6 Equine Infectious Anaemia 2.1.3 iv e legislações regionais)

Tempos maiores de leitura desconfiguram a técnica de IDGA, se devem ler os soros fracos positivos dentro da padronização da técnica dada pela OIE e pelas normas regionais .

Existem cavalos com Anemia Infecciosa Equina (AIE) que deixam de ser positivos?

Não.

O vírus da Anemia Infecciosa Equina provoca uma infecção persistente.

Uma vez que o animal se infecta, permanece portador por toda a vida.

Seu sangue pode transmitir a doença a outros equídeos, principalmente através da picada de insetos hematófagos, durante o acasalamento, a gestação ou através de instrumentos contaminados que entrem em contato com feridas ou sangue do animal (seringas, instrumentos cirúrgicos, esporas, etc).

No diagnóstico laboratorial , sugere-se que o veterinário inclua sempre nos testes um poço com um soro fraco positivo de controle e com a mínima quantidade de anticorpos , para poder visualizar comparativamente a leitura da inflexão  frente a um soro fraco positivo de infecção recente e completar sua leitura da inflexão nas 48 horas indicadas pelas legislações nacionais e internacional (OIE).

Qual a temperatura de conservação do produto?

Temperatura de Armazenagem

No uso diário recomenda-se conservar o MRC AIE  nas temperaturas de 5oC ±3oC e quando não será utilizado por períodos prolongados recomenda-se conservar congelado nas temperaturas entre -15oC e -20oC ou inferiores.

Temperaturas para transporte

Pode ser transportado refrigerado ou congelado dependendo da distância.

A validação da temperatura de transporte indica que pequenas variações de temperatura acima de 8oC até 14oC são permitidas durante o tempo programado de transporte de 3 a 5 dias, não gerando produto não conforme.

O que é um Material de Referencia Certificado para realizar o diagnostico de AIE por IDGA?

Um material de referência é um material suficientemente homogêneo e estável em relação a propriedades específicas, preparado para se adequar a uma utilização pretendida em uma medição ou em um exame de propriedades qualitativas. (VIM 2012-5.13- International Vocabulary of Metrology).

Um material de referencia certificado é um material de referencia acompanhado de uma documentação, emitida por uma entidade reconhecida, a qual fornece um ou mais valores de propriedades especificadas, com as incertezas e as rastreabilidades associadas, utilizando procedimentos válidos (VIM 2012-5.14- International Vocabulary of Metrology).

O ILAC (International Laboratory Accreditation Cooperation) considera que os elementos necessários para confirmar a rastreabilidade metrológica são uma cadeia de rastreabilidade ininterrupta a um padrão internacional ou a um padrão nacional, um procedimento de medição documentado, uma competência técnica reconhecida (VIM 2012-2.41- International Vocabulary of Metrology).

O material de referencia certificado Bruch de Antígeno de Anemia Infecciosa Equina e soro padrão, destina-se a atender os Laboratórios acreditados nos requisitos da norma internacional da qualidade ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005 Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração, na Validação de Métodos (requisito 5.4.5) e Materiais de Referência (requisito 5.6.3.2).

O MRC material de referencia certificado Bruch de Antígeno de Anemia Infecciosa Equina e soro padrão, para diagnóstico da AIE por Imunodifusão em Agar (IDGA), utiliza antígeno p26 produzido em cultivo celular e soro equino obtido de animais com histórico da doença. Padronização conforme normas regionais e norma internacional da OIE. Os materiais Ag p26 e soro padrão para IDGA foram produzidos conforme o ISO Guia 34 e sometidos a estudos de homogeneidade, estabilidade e caracterização conforme os Guia 34 e 35. Caracterização por atributos qualitativos usando a técnica de imunodifusão. O valor certificado possui rastreabilidade garantida através da caracterização do MRC sendo a rastreabilidade realizada no valor de uma propriedade qualitativa.

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